Em Ingazeira o clima esquentou entre Padre Luizinho e sargento da PM.

Ao fazer o uso da palavra na Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores de Ingazeira sobre segurança, o padre Luizinho pediu a representantes da Polícia Militar de Pernambuco tratamento humanizado para a população. O sofrimento do homem do campo também foi outro ponto destacado pela autoridade eclesial que acabou servindo de orientação. Luizinho declarou que recebeu queixas do trabalho executado por PMs no município, chegando inclusive a citar o nome do sargento Miguel.
"Eu não sei se você é "Tranca Rua", se você se acha assim um pouco fechado para a sociedade procure deixar essas pessoas que você aborda, informados, porque o tratamento humanitário é melhor pra gente começar essa nova convivência aqui no município, a verdade é que tem muita gente sofrida no nosso sertão, as pessoas falam que você é arrogante, pode até me chamar também de arrogante, mas estou sendo sincero com senhor", completou o Padre.
O sargento Miguel rebateu as críticas dizendo que não é nenhum "Tanca Rua", apenas faz o que manda a lei.O sargento  também desmentiu os boatos de que teria multado um veículo da paróquia que estava sem a placa de identificação por ser evangélico e não gostar de padre.Ele disse:  "De forma alguma faria isso, até porque seria racismo, eu cumpro ordem e faço tudo baseado na lei, já imaginou se eu tivesse liberado o veículo e lá na frente o meu comandante o abordasse e tomasse conhecimento do fato, eu certamente seria penalizado, o fato da minha fisionomia ser séria não quer dizer que eu seja mal educado, prepotente e arrogante como dizem, eu desafio qualquer pessoa dizer que a tratei com arrogância, seja em abordagem ou outras situações".
Já o Comandante do 23º BPM, Tenente Coronel Rosendo disse na Audiência Pública NÃO ter conhecimento da forma de tratamento utilizada por policiais militares nas cidades de responsabilidade territorial da unidade. Rosendo declarou que a corporação oferece treinamento técnico, teórico e prático voltado, entre outros assuntos, a programa de abordagem consciente, direitos humanos e aspectos legais da atividade policial, como abordagens a pessoas e veículos sob fundada suspeita. Declarou também que apoia todos os policiais do seu batalhão, mas se porventura algum deles agir de forma contrária ao código disciplinar irá responder pelos seus atos.
 
 
Fonte: Itamar França.Edição:Santo Aleixo Notícias

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