“O UFC dá um intervalo de uns três meses
entre uma luta e outra. Como eu lutei agora em dezembro, até o final de
março devo lutar de novo. E não dá para relaxar. Neste final de ano, o
treino é mais técnico, para observar os erros, os pontos fracos. Mas
depois que marcarem a luta, vamos para o pesado de novo”, completa
“Pitbull”.
Bethe conta que começou no mundo das
lutas no kung fu e durante um treino de muay thai foi descoberta e
convidada por Patrício Pitbull para treinar o MMA em 2011. Até então,
ela admite que sempre foi competitiva e agressiva desde criança, mas
nunca tinha pensado em virar uma lutadora profissional. “Eu nunca fui de
assistir luta na minha vida! Só conhecia o Popó e o Mike Tyson. Quando o
pessoal se juntava para ver alguma luta, eu ficava de conversa com
minhas amigas”, admite Bethe, que hoje luta pela categoria Peso Galo,
com atletas de até 61,4Kg.
A carreira de lutadora de Bethe teve
início quando ela se mudou para Natal. “Em Campina Grande, eu tinha uma
vida comum: faculdade, trabalho, namorava, nada ligado a luta… Sentia
que faltava algo e encontrei em Natal onde me descobri como lutadora”,
conta ela. “Sou formada em contabilidade, trabalhei um tempo como
contadora e deixei tudo para me dedicar a lutar. Hoje vivo só pra
treinar”, acrescenta.

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