Bethe “Pitbull”: paraibana deixa escritório de contabilidade e vira lutadora do UFC

bethe-pitbull-lutadoraApós vencer a sétima luta na carreira, a lutadora paraibana Bethe “Pitbull” Correia segue a pesada rotina de treinos em Natal, no Rio Grande do Norte. São três treinos por dia, de duas horas cada, seis dias por semana. Tanto esforço e dedicação têm uma razão. Sua próxima batalha no octógono do UFC pode acontecer em março de 2014.
“O UFC dá um intervalo de uns três meses entre uma luta e outra. Como eu lutei agora em dezembro, até o final de março devo lutar de novo. E não dá para relaxar. Neste final de ano, o treino é mais técnico, para observar os erros, os pontos fracos. Mas depois que marcarem a luta, vamos para o pesado de novo”, completa “Pitbull”.
Bethe conta que começou no mundo das lutas no kung fu e durante um treino de muay thai foi descoberta e convidada por Patrício Pitbull para treinar o MMA em 2011. Até então, ela admite que sempre foi competitiva e agressiva desde criança, mas nunca tinha pensado em virar uma lutadora profissional. “Eu nunca fui de assistir luta na minha vida! Só conhecia o Popó e o Mike Tyson. Quando o pessoal se juntava para ver alguma luta, eu ficava de conversa com minhas amigas”, admite Bethe, que hoje luta pela categoria Peso Galo, com atletas de até 61,4Kg.
btth-pitibul-lutadoraA paraibana de 30 anos foi a terceira mulher a assinar um contrato com o UFC. No dia 7 de dezembro deste ano, na sua estreia pela organização, Bethe “Pitbull” derrotou a americana Julie Kedzie no UFC Fight Night 33, que aconteceu na cidade de Brisbane, na Austrália. A lutadora ganhou esse apelido após começar a treinar com os irmãos Patrick e Patrício Pitbull há cerca de um ano e meio, na academia Pitbull Brothers, localizada na zona sul de Natal.
A carreira de lutadora de Bethe teve início quando ela se mudou para Natal. “Em Campina Grande, eu tinha uma vida comum: faculdade, trabalho, namorava, nada ligado a luta… Sentia que faltava algo e encontrei em Natal onde me descobri como lutadora”, conta ela. “Sou formada em contabilidade, trabalhei um tempo como contadora e deixei tudo para me dedicar a lutar. Hoje vivo só pra treinar”, acrescenta.

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