A parlamentar informou que está encaminhando ofício para
as prefeituras de João Pessoa, Campina Grande e outras cidades para
implantarem o sistema de parada de ônibus fora dos pontos para as
mulheres durante a noite, o que seria uma segurança para aquelas que
precisam usar o transporte coletivo. Ela também pediu que os
parlamentares refletissem sobre a problemática para criar iniciativas
que mudem a realidade da violência contra a mulher.
Daniella destacou o dado da Secretaria de Estado da Saúde
(SES), que, no ano passado, a cada 43 horas uma mulher foi estuprada na
Paraíba, um total de 201 casos registrados naquele ano. Outro ponto
apontado pela deputada foi a concordância total ou parcialmente de 65%
dos entrevistados pelo Ipea de que as mulheres que mostram o corpo
mereciam ser atacadas.
“A pesquisa deixa bastante claro que as raízes deste
fenômeno estão em uma cultura ultrapassada e na ignorância de parte da
nossa população. Um aspecto que ilustra o absurdo de tal concepção é o
fato de que em mais da metade dos estupros a vítima tem menos de 13 anos
de idade”, ressaltou em seu pronunciamento.
Daniella pediu aos parlamentares que reflitam sobre essa
questão para criar em vários setores programas e iniciativas capazes de
modificar esta realidade. Ela afirmou que é preciso ensinar às crianças
outro tipo de comportamento para mudar a cultura machista que vê a
mulher como objeto e inferior aos homens e prestar melhor apoio às
vítimas, principalmente pelos agentes públicos encarregados de
investigar este tipo de crime.
“Temos obrigação de fazer com que o sistema criminal seja
mais eficiente na investigação de tais crimes e na punição dos
culpados. De fato, embora saibamos que a absurda visão da mulher como
agente provocador do próprio estupro é uma corrente em nossa sociedade,
ela não pode permear o aparelho estatal.”, afirmou.
Na ocasião, Daniella informou que está encaminhado
ofícios para os prefeitos de João Pessoa, Campina Grande e outras
cidades para que implantem a iniciativa de permitir, no período noturno,
que as mulheres desembarquem dos ônibus em qualquer ponto da linha,
independente de ser uma parada.
“Se isto vai ter um impacto significativo nas
estatísticas, eu não sei. Mas sei que se servir para evitar apenas um
ato de violência desta natureza o esforço terá valido a pena. Sei também
que é importante que cada um de nós tome para si a responsabilidade de
trabalhar em prol destas vítimas e para reduzir os números destas
estatísticas, que não deixam de ser uma vergonha para a nossa própria
sociedade”, concluiu
Assessoria

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