O dinheiro seria suficiente para comprar, por exemplo, um novo Dedé, a contratação mais cara da história do clube.
Com o apoio de investidores, a diretoria celeste pagou 5 milhões de euros (R$ 13 milhões, de acordo com a cotação da época) para tirar o zagueiro do Vasco no ano passado.
Não foram poucas as propostas por jogadores na última janela de transferências - entre os assediados, estiveram Lucas Silva, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro. Ainda assim, contando com a possibilidade do bicampeonato nacional, o clube bateu o pé e segurou seus principais nomes. A recompensa pode vir agora.
Por ter chegado à final da Copa do Brasil, o Cruzeiro já embolsou R$ 3,190 milhões em sua campanha. O título sobre o rival Atlético-MG representaria mais R$ 3 milhões assim que o apito soasse no próximo dia 26 de novembro, no Mineirão.
Caminhando a passos largos para conquistar mais uma vez o Brasileiro, o Cruzeiro tem cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado São Paulo e, a cinco rodadas do final, pode assegurar outros R$ 9 milhões em prêmio a ser pago pela Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, ao campeão.
Aliada a essas receitas, o time ainda faz as contas para projetar quanto pode abocanhar em bilheteria nessa reta decisiva. O diretor de marketing cruzeirense Marcone Barbosa aposta com base em dados do ano passado em uma média de R$ 1,5 milhão em cada uma das partidas restantes no Nacional (Goiás e Bahia). Deixando de lado a fatia que cabe ao consórcio Minas Arena, entrariam também R$ 10 milhões em renda na decisão da Copa do Brasil.
Os números fazem parte de estimativa interna do próprio clube e dão uma pista do caminho para se 'libertar' das cotas de TV.
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