A ex-senadora Marina Silva disse nesta
terça-feira (15) em entrevista gravada ao Programa do Jô que não quer
"destruir" a presidente Dilma Rousseff, mas ajudar a "construir o país".
A afirmação foi feita quando ela explicava o significado de um colar
com pingente em forma de flecha com três pontas usado e feito por ela
mesma. Segundo Marina, o adereço resume a postura que diz adotar a um
ano da eleição presidencial de 2014.
"Quando você estende ela [flecha] para
outra pessoa, duas pontas estão apontadas para você. O combate não é só
com o que está fora, é com o que está dentro. Neste momento ela [flecha]
é muito simbólica para mim porque para além dos desafios da política
brasileira, do que a gente critica nos outros, é preciso que eu e o
Eduardo nos voltemos para aquilo que são os nossos problemas e que nós
devemos combater", disse.
"Existem coisas que a gente não consegue
controlar nos outros, mas na gente a gente controla. Eu não sei o que
meus oponentes vão fazer comigo, vão dizer de mim, mas eu sei o que eu
quero fazer. Eu não quero destruir a Dilma, nem o Aécio, nem ninguém. Eu
quero ajudar a construir o Brasil", afirmou a Jô Soares, na entrevista
que irá ao ar na madrugada desta quarta, após o Jornal da Globo.
Nesta segunda (14), em Pernambuco, Marina
afirmou que o governo Dilma é marcado pelo "retrocesso", com críticas à
área ambiental e à relação com os partidos. Ela também rebateu afirmação
de Dilma de que os candidatos à Presidência deveriam "estudar muito"
para governar o país, dizendo que "aprender é sempre uma coisa muito
boa".
Na entrevista, Marina disse também que a
"desruptura" no relacionamento com o Legislativo que ela propõe vai ser
boa para todo mundo.
"Não consigo imaginar que a presidente
Dilma possa se sentir tranquila em mais quatro anos sendo chantageada
dentro do Congresso. O meu movimento e o de Eduardo já criou um grupo
que está pressionando a presidente, dizendo que se não tiver mais acenos
eles podem sair da base. Eu acho isso um horror. Isso tem que acabar."
Dona de 19,6 millhões de votos nas
eleições de 2010, Marina foi questionada pela decisão de apoiar a
candidatura de Eduardo Campos para 2014. "Não tenho como objetivo de
vida ser presidente da República", afirmou. Segundo ela, após a aliança
formalizada no início do mês, a Rede Sustentabilidade e o PSB vivem um
"processo de metabolização."

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