Ao G1, o delegado Wellington Guedes disse que o material era compartilhado pela internet e por meio de aplicativos de celular. “Em depoimento, o suspeito revelou que alguns dos destinatários são seminaristas, padres, monges, dentre outras pessoas ligadas à Igreja Católica de cidades potiguares e de municípios nos estados da Paraíba, Ceará, Minas Gerais eSão Paulo”, acrescentou.
“Estamos diante de fortíssimos indícios de uma grande rede de pornografia juvenil”, acrescentou Guedes. O delegado explicou que o suspeito deixou de auxilar nos trabalhos religiosos há duas semanas, tendo sido cortado por falta de condições de pagamento da igreja. Contudo, ele foi preso em cumprimento a uma ordem judicial expedida pela Justiça. “Ele foi preso porque, depois de ser dispensado, passou a extorquir um padre, alegando ter fotos do sacerdote sem roupas. No notebook do catequista, encontramos diversas imagens de adolescentes pelados.
Alguns deles, em posições eróticas, pornográficas", contou. Ainda segundo Guedes, o rapaz admitiu fazer parte do esquema e revelou a participação de religiosos na rede. “Além de todo o material que encontramos, ele mesmo confessou tudo. Agora estamos trabalhando para tentar identificar quem são os demais envolvidos. Tem muita gente.
As fotos e os vídeos eram compartilhados principalmente pelo Facebook, grupos de WhatsApp e Skype”, acrescentou. O delegado disse que as investigações ainda estão em estágio preliminar, mas que já há provas suficientes para indiciá-lo por extorsão e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, caso do armazenamento e distribuição das imagens que envolvem os menores nus.
“Ele vai permanecer preso. O computador e o telefone celular dele estão apreendidos e serão encaminhados para perícia”, finalizou.
Postado por Jair Sampaio
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