Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que o número de mortes
por Covid-19 na Paraíba dobra em média
a cada seis dias, a mesma velocidade de óbitos
de países como Itália, Espanha e Reino Unido.
Segundo nota técnica publicada pelo órgão, a média brasileira para duplicação de óbitos é de cinco dias, mesmo ritmo de crescimento registrado nos Estados Unidos, país que lidera o ranking mundial de mortes
pelo novo coronavírus.
A metodologia utilizada pelos pesquisadores
da fundação para calcular a média de dias para
duplicação no número de mortes leva em
consideração a data registrada do primeiro óbito, o número de dias entre a primeira morte
e o fim da última semana epidemiológica,
no sábado (25), e o número de dias desde a última duplicação.
Além da Paraíba, os estados de Amazonas, Rondônia, Pará, Pernambuco e Alagoas também apresentam duplicações de óbitos em média a cada seis dias, conforme o levantamento.
“Essas mortes são consequência de algumas medidas
que foram tomadas várias semanas atrás, de afrouxamento e algumas de relapso comportamental
das pessoas que deixaram de tomar
alguns cuidados”, explicou Christovam Barcellos, pesquisador da Fiocruz, em entrevista ao Jornal Nacional na quarta-feira (29).
Este indicador (número médio de dias para duplicação)
ajuda a entender a velocidade de ocorrência de casos
graves da pandemia em cada estado, conforme a Fiocruz. Quanto menor o número de dias para que
ocorra a duplicação de casos e óbitos, maior a
velocidade de contágio.
A nota técnica calcula a possibilidade de piora
ou melhora na situação dos estados, conforme o comparativo entre o número de dias desde a última duplicação e a média estadual. No caso da Paraíba,
da data da primeira morte até o último dia 25 aconteceram quatro duplicações no número de
mortes e oito dias desde a última duplicação.
Segundo a nota, apesar da tendência exponencial
de crescimento geral no número de casos e de óbitos
pela Covid-19, quando o número de dias desde
a última duplicação é maior do que a média, significa
que há uma tendência à desaceleração da transmissão.
“A aceleração ou desaceleração do crescimento pode ocorrer em função de diversos fatores, tais como: o
estabelecimento de medidas mais ou menos restritivas
para as atividades econômicas; redução da oferta ou
mesmo proibição de linhas de transporte inter e intramunicipais; e a capacidade de diagnóstico clínico
e laboratorial, entre outros”, diz a nota.
Com base nos dados desta pesquisa, a Fiocruz
mantém a plataforma MonitoraCovid-19, que além
de apresentar o comparativo nos estados, municípios
e países, também usam o índice para a projeção dos casos nos próximos dias.
Até a quarta-feira (29), a Paraíba registrou 699 casos
confirmados e 58 óbitos pelo novo coronavírus.
Na projeção da plataforma da fundação, caso o
ritmo de crescimento dos casos siga a média, na
próxima quinta-feira (7), por exemplo, o número
de mortes deve chegar a 98 e o de casos confirmados passar de 1.700.
G1 Paraiba
24Fonte: FiocruzG1PARAIBA
Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que o número de mortes
por Covid-19 na Paraíba dobra em média
a cada seis dias, a mesma velocidade de óbitos
de países como Itália, Espanha e Reino Unido.
Segundo nota técnica publicada pelo órgão, a média brasileira para duplicação de óbitos é de cinco dias, mesmo ritmo de crescimento registrado nos Estados Unidos, país que lidera o ranking mundial de mortes
pelo novo coronavírus.
A metodologia utilizada pelos pesquisadores
da fundação para calcular a média de dias para
duplicação no número de mortes leva em
consideração a data registrada do primeiro óbito, o número de dias entre a primeira morte
e o fim da última semana epidemiológica,
no sábado (25), e o número de dias desde a última duplicação.
Além da Paraíba, os estados de Amazonas, Rondônia, Pará, Pernambuco e Alagoas também apresentam duplicações de óbitos em média a cada seis dias, conforme o levantamento.
“Essas mortes são consequência de algumas medidas
que foram tomadas várias semanas atrás, de afrouxamento e algumas de relapso comportamental
das pessoas que deixaram de tomar
alguns cuidados”, explicou Christovam Barcellos, pesquisador da Fiocruz, em entrevista ao Jornal Nacional na quarta-feira (29).
Este indicador (número médio de dias para duplicação)
ajuda a entender a velocidade de ocorrência de casos
graves da pandemia em cada estado, conforme a Fiocruz. Quanto menor o número de dias para que
ocorra a duplicação de casos e óbitos, maior a
velocidade de contágio.
A nota técnica calcula a possibilidade de piora
ou melhora na situação dos estados, conforme o comparativo entre o número de dias desde a última duplicação e a média estadual. No caso da Paraíba,
da data da primeira morte até o último dia 25 aconteceram quatro duplicações no número de
mortes e oito dias desde a última duplicação.
Segundo a nota, apesar da tendência exponencial
de crescimento geral no número de casos e de óbitos
pela Covid-19, quando o número de dias desde
a última duplicação é maior do que a média, significa
que há uma tendência à desaceleração da transmissão.
“A aceleração ou desaceleração do crescimento pode ocorrer em função de diversos fatores, tais como: o
estabelecimento de medidas mais ou menos restritivas
para as atividades econômicas; redução da oferta ou
mesmo proibição de linhas de transporte inter e intramunicipais; e a capacidade de diagnóstico clínico
e laboratorial, entre outros”, diz a nota.
Com base nos dados desta pesquisa, a Fiocruz
mantém a plataforma MonitoraCovid-19, que além
de apresentar o comparativo nos estados, municípios
e países, também usam o índice para a projeção dos casos nos próximos dias.
Até a quarta-feira (29), a Paraíba registrou 699 casos
confirmados e 58 óbitos pelo novo coronavírus.
Na projeção da plataforma da fundação, caso o
ritmo de crescimento dos casos siga a média, na
próxima quinta-feira (7), por exemplo, o número
de mortes deve chegar a 98 e o de casos confirmados passar de 1.700.
G1 Paraiba
24Fonte: FiocruzG1PARAIBA


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