
Publicado no jornal médico britânico The Lancet, o caso da médica
espanhola Inés Fernandez-Guerrero fala sobre uma paciente que não tinha
nenhum histórico de trauma nas mãos, mas passou seis horas de seu dia de
Natal em 2013 respondendo a mensagens que havia recebido no WhatsApp.
“Ela fazia movimentos contínuos com as mãos e os polegares para enviar
as mensagens”, diz a doutora em seu relatório médico.
A paciente, uma enfermeira grávida de 27 semanas, foi diagnosticada com
“WhatsAppite”, e o tratamento incluiu abstinência do uso de smartphones e
a aplicação de anti-inflamatórios. O caso foi comparado com a
“Nintendinite”, tipo de lesão bastante comum entre crianças nos anos 90
graças ao uso extremo do polegar nos controles de videogame da Nintendo,
especialmente em jogos identificados como “esmagadores de botão”
(button smashers) como clássicos de luta Street Fighter II e Mortal
Kombat.
Para a doutora Fernandez-Guerrero, é preciso ficar atento a esse tipo de
lesão, “que pode se tornar uma doença cada vez mais comum” devido ao
uso crescente de smartphones pelas pessoas. Portanto, atenção: ficou
muito tempo no WhatsApp fofocando com seus amigos? Vá fazer outra coisa
com suas mãos. É pro seu bem.
Com Estadão
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